As referências bibliográficas são um dos fatores que tornam a ciência respeitável: elas permitem que os leitores chequem as fontes onde o autor conseguiu suas informações.
Cada vez que você usa uma fonte em seu trabalho é uma citação. A cada citação você deve fazer uma chamada, que é uma indicação de qual fonte foi utilizada, incluindo sobrenome do autor, data e página. Por exemplo, (MOREIRA, 2008, p. 56). E cada chamada chama uma referência que está ao final do texto, a descrição detalhada da fonte que você usou (autor, título, ano de publicação, link etc.). No final dos artigos deve haver a seção chamada "referências" (ou "referências bibliográficas"), uma listagem com todas as fontes utilizadas durante o texto.
As regras sobre como fazer citações, chamadas e referências nos trabalhos acadêmicos são elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O Manual de Normalização da Unifal é uma exposição resumida dessas regras. As seções de 5 a 8 são aquelas que mais interessam a essa disciplina. Leia com atenção e volte a elas sempre que tiver alguma dúvida.
Observe os quatro trechos abaixo (LEÃO, 2015; REZENDE et al., 2017; PEREIRA, 2013; LÖTSCH et al., 2018). Apenas o primeiro deles está de acordo com as normas da ABNT. O segundo trecho não usa caixa alta nas chamadas e utiliza o "e comercial" (&) entre sobrenomes. O terceiro exemplo usa notas de rodapé para apresentar as referências, enquanto o quarto apresenta as referências em notas ao final do texto (com cada número correspondendo a uma referência).
As citações podem ser diretas ou indiretas. No primeiro caso, você usa as palavras do texto que você leu, colocando-o entre aspas. No segundo caso, você apresenta as ideias do texto, mas com suas próprias palavras. Nas citações diretas, é obrigatório indicar a página na chamada. Nas citações indiretas, isso é opcional.
Atenção:
A estrutura básica das referências é a seguinte:
AUTOR. Título em negrito. Outras informações. Ano.
Aspectos que se repetem:
RIBEIRO, M. Preços de escravos em Campinas no século XIX. Revista História Econômica & História de Empresas, v. 20, n. 1, 2017.
DIAS, A.; TEIXEIRA, M. Gravidez na adolescência: um olhar sobre um fenômeno complexo. Paidéia, v. 20, n. 45, 2010.
SAPORI, L.; SANTOS, R.; MAAS, L. Fatores sociais determinantes da reincidência criminal no Brasil: o caso de Minas Gerais. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 32, n. 94, 2017.
BARROS, M. et al. Tendências das desigualdades sociais e demográficas na prevalência de doenças crônicas no Brasil, PNAD: 2003-2008. Ciência e Saúde Coletiva, v. 16, n. 9, 2011.
NOGUEIRA, M. Uma análise contextual das políticas públicas voltadas para as empresas de pequeno porte no Brasil. Texto para Discussão - IPEA, n. 2.233, 2016.
SILVER, N. O sinal e o ruído: por que tantas previsões falham e outras não? Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013.
ALVES, J.; CAVENAGLI, S. O Programa Bolsa Família e as taxas de fecundidade no Brasil In: CAMPELLO, T.; NERI, M. (Org.). Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania. Brasília: IPEA, 2013, p. 233-246.
ALMEIDA, M. et al. Planejamento financeiro de curto prazo nas pequenas e médias empresas de Sergipe In: XVI CONGRESSO DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE DA USP. Anais … São Paulo, 2016.
SOARES, V. Interpretação da função social da propriedade na CF/88, à luz dos fundamentos da socialidade, fraternidade e dignidade da pessoa humana. In: XVII CONGRESSO DO CONPEDI. Anais ... Brasília, 2008.
RODRIGUES, M. Qualidade de vida no trabalho. Dissertação (Mestrado em Administração), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1989.
GALHARDI, R. Faturamento de pequenas empresas subiu 6,9% em setembro. Exame, 2014. Disponível em: https://exame.abril.com.br/pme/faturamento-de-pequenas-empresas-subiu-6-9-em-setembro/ Acesso em: 22 de Agosto de 2019.
COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). Acompanhamento da safra brasileira - Café - Janeiro 2019. Conab, 2019. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/cafe Acesso em: 8 de Maio de 2019.
ROMEU, G. Educador cria pedagogia do saber popular: cansado da ensinagem, Empreendedor Social 2007 extrapola a sala de aula e cria escola sob pé de manga. Folha de São Paulo, 23 jul. 2007. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/finalistas/2007-tiao-rocha-cpcd.shtml Acesso em: 23 jul. 2007.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm Acesso em: 22 jun. 2017.
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm Acesso em: 30 jul 2016.
Sobre a autoria:
Embora o formato da ABNT seja a norma nas universidades brasileiras, há diversos outros formatos de referência. Como exemplo, as imagens abaixo mostram os formatos Chicago e APA. Note como não há ponto e vírgula, caixa alta e negrito.
LEÃO, C. ITR e IPTU: o contraste entre as finalidades sociais e a gestão praticada. Dissertação (Mestrado em Gestão Pública e Sociedade), Universidade Federal de Alfenas, Varginha, 2015.
LÖTSCH, Jörn et al. Machine-learning based lipid mediator serum concentration patterns allow identification of multiple sclerosis patients with high accuracy. Scientific Reports, v. 8, 2018.
PEREIRA, M. Sistema de resseguro brasileiro e americano: necessidade de convergência. Revista da Faculdade de Direito da UFRJ, n.23, 2013.
REZENDE, F. et al. Previsão de dificuldade financeira em empresas de capital aberto. Revista Contabilidade & Finanças, v. 28, n. 75, 2017.